E um dia ele escreveu sua história, pequenos passos de sua vida que diziam muito.
Falavam do caminho que seus pés percorria, falava das saudades que sentia.
E em momentos já distintos suas palavras se encontraram, foram diretamente recitadas.
Num passo magistral ela ganhou talhada em melodia versos que nos seus ouvidos se tornaram sinfonia.
Aqueles refrões não deixavam seu pensamento, mas lhe trazia sonhos aconchegantes...
Em sua memória existiam imagens do rapaz com aquele sorriso e olhar envergonhados...
E ela ouvia, em meio a sorrisos bobos, os contos daquele menino de charme inocente,
Ele falava dos sonhos de menino e daquela que sempre esperou... E ela sorria num sorriso bobo.
Ele corria contra o tempo para lhe dar boa noite e contar dos sonhos daquela madrugada.
E ela esperava com afinco suas palavras, que vinham como pequenos presentes, encantadores.
Sublime como a brisa que chega em fim de tarde, eram os suspiros sussurados em seu ouvido.
O desejo daquele abraço que tardava lhe tomava o sentido de espaço, tempo e enfim,
Passara a querer com seu mais singelo ardor esquentar aquele coração aquecido em lareira
Um beijo inusitado seria o suficiente para deixar de ser apenas a menina dos sonhos.
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sexta-feira, abril 09, 2010
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
Refrão de ciclo
E quando um novo ciclo se inicia, não necessariamente nos faz abandonar detalhes do anterior.
Um novo ciclo aqui se inicia, mas a poesia e os sentimentos eu resolvi deixar, renovar, reviver.
Relembrando os momentos de amor, ardor e de fato, clamor...
Clamando sempre o sentimento, a saudade e a vaidade... Deixando o que era um tornar-se eterno.
E o que de simplesmente eterno tinha, arrancar a beleza e desenvoltura.
Trazer palavras benquistas de lugares desconhecidos, produtos de uma mente apaixonada.
Talvez um tanto acirrada, porém sempre encantada, fazendo a rima virar refrão...
E o som fazer parte do coração.
E assim se inicia um novo ciclo, os mesmos amores, os mesmos ardores, mas sempre novos clamores.
Refazendo os versos e cantando as tão sonoras melodias... Fazendo da poesia o palco da vida.
Um novo ciclo aqui se inicia, mas a poesia e os sentimentos eu resolvi deixar, renovar, reviver.
Relembrando os momentos de amor, ardor e de fato, clamor...
Clamando sempre o sentimento, a saudade e a vaidade... Deixando o que era um tornar-se eterno.
E o que de simplesmente eterno tinha, arrancar a beleza e desenvoltura.
Trazer palavras benquistas de lugares desconhecidos, produtos de uma mente apaixonada.
Talvez um tanto acirrada, porém sempre encantada, fazendo a rima virar refrão...
E o som fazer parte do coração.
E assim se inicia um novo ciclo, os mesmos amores, os mesmos ardores, mas sempre novos clamores.
Refazendo os versos e cantando as tão sonoras melodias... Fazendo da poesia o palco da vida.
segunda-feira, dezembro 28, 2009
E eu perdi minhas lágrimas no mar,
confundi meus passos marcados na areia e só então pude perceber que o céu começava a derramar seu pranto em silêncio. Despedi-me de quem fui e procurei descobrir quem serei, a única coisa que aqui permanece é o amor.
sábado, dezembro 05, 2009
Prosa Presa
Prenderam a Prosa, alegando que ela falava por demais, contando casos e acasos do menino e do beija-flor. Entre este e aquele verbo, destacava-se o amor; vítima da Prosa, com seu medo da dor. Mas a Prosa era menina direita, e era com apreço que contava o tempo, fazia vidas em aquarela e cantava o esquecimento. Jamais deixava para o segundo tempo o que o tempo agora lhe pedia, dançava no ritmo da saudade e lembrava dos tempos de mocidade: Suas primeiras aventuras, seu primeiro verbo narrado e até mesmo aquele que fora musicado. Lembrou de notas do samba e pediu mais uma vez aquela melodia; fora caça e caçador do mesmo objeto, cabendo sempre na mesma frase, vivendo a mesma realidade. Num golpe magistral a Poesia tomara seu tino, começara a versar seu riso. E lá elas se misturaram fazendo poesia cantada, fazendo verso recitado, até a Poesia tomar seu lugar e as pessoas deslumbrar. A Prosa queria mesmo só ser lembrada, fazer das suas letras, carta marcada. E enquanto buscava espaço entre uma estrofe e alguns milhos de pipoca estourada que percebeu como lhe fazia falta todo o seu dueto de domingo e segunda-feira. Então resolveu voltar, resolveu seu verso bailar. E nesse tango de nostalgia e reconquista se deparou com os mistérios de escrever contínuo enquanto as palavras pareciam querer pular para o próximo verso. Com esmero conseguiu na Poesia uma cantada passar, começando a lhe conquistar, sabendo que era apenas um artifício para tomar de volta seu lugar. As leis não lhe importava, o certo-e-errado perdeu-se nos ladrilhos daquela ruela. Até descobrir que aos olhos do Poeta, a Poesia transcendia e o amor era incondicional. Percebeu que não deixara de existir, apenas ficara presa na cegueira do Poeta...
quarta-feira, novembro 25, 2009
Living
A vida é narrada em notas e silêncio
Representada por sorriso e lágrima
Vivida em emoção e desalento
Uns a tomam por intensa
Outros a denominam passageira
De fato é corriqueira
Difícil será vê-la perder a aura intensa
Tampouco fechar as cortinas para a aurora
Se quiser correr para o mar,
Feche os olhos e deixe a brisa te abraçar
Caso queira se esconder num pôr-do-sol,
Apenas estenda a mão e siga o som
Já vi a vida ser tomada levianamente
Com apreço por diretrizes de um desacerto
Enquanto outros a viveram magistralmente
Transformando em silêncio qualquer discrepância
Levaram-na por meios obscuros
Sempre em busca do infinito
Sem notar que o início transforma-se em meio
E todo meio um dia haverá de virar fim
Representada por sorriso e lágrima
Vivida em emoção e desalento
Uns a tomam por intensa
Outros a denominam passageira
De fato é corriqueira
Difícil será vê-la perder a aura intensa
Tampouco fechar as cortinas para a aurora
Se quiser correr para o mar,
Feche os olhos e deixe a brisa te abraçar
Caso queira se esconder num pôr-do-sol,
Apenas estenda a mão e siga o som
Já vi a vida ser tomada levianamente
Com apreço por diretrizes de um desacerto
Enquanto outros a viveram magistralmente
Transformando em silêncio qualquer discrepância
Levaram-na por meios obscuros
Sempre em busca do infinito
Sem notar que o início transforma-se em meio
E todo meio um dia haverá de virar fim
segunda-feira, novembro 16, 2009
Poema de quiseras
Eu deveria escrever mais;
Mais desamores, mais temores, mais ardores.
Eu deveria viver o utópico;
E fazer do dia-a-dia um carnaval.
Eu deveria rir do som das nuvens;
E transformar pétalas de rosa em perfume.
Eu deveria ser poeta.
Mais desamores, mais temores, mais ardores.
Eu deveria viver o utópico;
E fazer do dia-a-dia um carnaval.
Eu deveria rir do som das nuvens;
E transformar pétalas de rosa em perfume.
Eu deveria ser poeta.
sexta-feira, outubro 09, 2009
Tempestade
Pensamentos às três da manhã, de onde vêm?
Corro e busco estas respostas... Um caminho que não finda;
Uma busca que não tem um final feliz.
Cada pergunta gera outra pergunta e de repente me vejo dentro de uma tempestade;
Tem como fugir? Não, não adiantou, não sei nadar.
Também parei e desisti de tentar, a onda bateu e me fez lembrar..
Lembrar que eu que criei a tempestade, eu que devo dar um fim nela, não ela em mim.
Corro e busco estas respostas... Um caminho que não finda;
Uma busca que não tem um final feliz.
Cada pergunta gera outra pergunta e de repente me vejo dentro de uma tempestade;
Tem como fugir? Não, não adiantou, não sei nadar.
Também parei e desisti de tentar, a onda bateu e me fez lembrar..
Lembrar que eu que criei a tempestade, eu que devo dar um fim nela, não ela em mim.
domingo, outubro 04, 2009
Próximo amanhecer...
Hoje eu tive que correr atrás das palavras. Pareciam que me fugiam aos dedos como pequenos grãos de areia seca... Revirei meus pensamentos e te encontrei. Lembrei daquelas tardes que estão eternizadas em cada abraço e em cada boa noite, a cada dia mais especial. Olhei ao meu redor e dentre tantas pessoas, não encontrei um olhar sequer que me fizesse brilhar. Corri dentro do vento, me vi nas nuvens, brinquei de modelá-las. Peguei-me beijando a brisa e cantarolando fotografias. Descobri momentos que se transformaram em fotos e me perdi em meio a você. Cada palavra que transmuta a lágrima que corre infindavelmente pelo meu corpo há de tornar-se música aos meus ouvidos, músicas de uma nota, músicas sem melodia, músicas da alma. A cada leve degustação do meu íntimo Jack encontro aquelas noites sem luar. De repente a cena muda e me vejo debaixo do pôr-do-sol. Me vejo com os pés sujos de areia e sinto um calor apenas na mão esquerda... Olho para o lado e te sinto ali... A escuridão tomou o céu rapidamente, mais rápido do que meu olhar conseguiu te alcançar, mais uma vez senti seu gosto, beijei seus lábios sedentos, mas não consegui encontrar o brilho de seu olhar. Mais uma vez espero te encontrar no próximo amanhecer.sábado, setembro 12, 2009
Guardar tudo numa caixa...
Hoje eu resolvi guardar tudo numa caixa. Pegar tudo que tenta me fazer mal e deixar lá dentro até ser esquecido, peguei a energia negativa que emana do mundo, joguei sem nem menos pensar que poderia ir alguma princípio de
energia positiva. Fui pegando todas as pendências e lá deixei... Uma vida pendente é uma vida que anda para trás. Deixei também as lágrimas que estavam soldadas no meu coração, pouco a pouco fui conseguindo desobstruir o caminho. Agora o meu coração está limpo de mágoas. Inclusive deixei todas as tristezas que me derrubaram durante um tempo. Agora a cabeça está erguida pra valer.
Essa caixa eu enterrei no quintal, embaixo daquela antiga cerejeira, onde tantas e tantas vezes me sentei para sentir a brisa tocar meu rosto enquanto alguém cantava uma canção baixinha em meu ouvido. Busquei cada uma dessas lembranças e após filtrá-las, enterrei junto as que me traziam momentos de desamparo.
Essa caixa eu enterrei no quintal, embaixo daquela antiga cerejeira, onde tantas e tantas vezes me sentei para sentir a brisa tocar meu rosto enquanto alguém cantava uma canção baixinha em meu ouvido. Busquei cada uma dessas lembranças e após filtrá-las, enterrei junto as que me traziam momentos de desamparo.
Após retornar para meu closet de lembranças e sentimentos, pude passar a organizar a minha caixa vigente, a caixa onde ficarão as coisas que eu quero e que me arrancam singelos ou escancarados sorrisos. Guardei flores secas pelo tempo, sorriros tím
idos por frases inesperadas, gargalhadas arrancadas no meio de uma conversa casual, bilhetinhos de correio-secreto, canetas brilhosas que outrora escreveram cartões, fotos de lugares e momentos eternos, papéis amassados de viagens de ônibus, livros que se tornaram parte de mim, tickets de mil e uma coisas, perfumes cujos aromas não se esquecem, sonhos que transformam e modificam meu futuro, surpresas que poderiam se repetir eternamente, baralhos das noites em claro sem nada para fazer, lápis de cor com os quais pintei os sete mares, clips que prendem minhas lembranças, alfinentes segurando partes customizadas de roupas, cartas de namoradinhos do primário, cartas de amigos distantes, lenços que secaram lágrimas, anéis que significaram toda uma vida, botões que se soltaram, acessórios de toda uma surpresa montada em dias, doces de halloween, documentos falsificados para as noitadas antes dos 18, ímãs que pregavam fotos nos porta-retratos, passagens de erros e acertos, sabonetes colecionados ao longo de estadias e moradas, elásticos separadores de momentos, adesivos coloridos que retraram meu humor, remédios que me acompanham por toda a vida, batons vermelhos que me fazem mudar de órbita, óculos retrô que me leva para a época do blues, flyers que nunca serão usados, selos de correspondências que esperei ao lado da caixa de correio, tesouras que arrancaram partes do meu cabelo, chaves que nem lembro o que abrem, desejos de um mundo melhor, dados que ganhei nos melhores jogos que participei, fotos que retratam 20 anos, fichas de guitar hero e afins, envelopes coloridos de uma carta que nunca enviei, promessas feitas para o espelho no meio da madrugada, apontadores assoprados num momento de desespero, cd's de toda uma diversidade musical, álbums de fotos bonitas e que devem ser esquecidas, laços de amizade, amor....
idos por frases inesperadas, gargalhadas arrancadas no meio de uma conversa casual, bilhetinhos de correio-secreto, canetas brilhosas que outrora escreveram cartões, fotos de lugares e momentos eternos, papéis amassados de viagens de ônibus, livros que se tornaram parte de mim, tickets de mil e uma coisas, perfumes cujos aromas não se esquecem, sonhos que transformam e modificam meu futuro, surpresas que poderiam se repetir eternamente, baralhos das noites em claro sem nada para fazer, lápis de cor com os quais pintei os sete mares, clips que prendem minhas lembranças, alfinentes segurando partes customizadas de roupas, cartas de namoradinhos do primário, cartas de amigos distantes, lenços que secaram lágrimas, anéis que significaram toda uma vida, botões que se soltaram, acessórios de toda uma surpresa montada em dias, doces de halloween, documentos falsificados para as noitadas antes dos 18, ímãs que pregavam fotos nos porta-retratos, passagens de erros e acertos, sabonetes colecionados ao longo de estadias e moradas, elásticos separadores de momentos, adesivos coloridos que retraram meu humor, remédios que me acompanham por toda a vida, batons vermelhos que me fazem mudar de órbita, óculos retrô que me leva para a época do blues, flyers que nunca serão usados, selos de correspondências que esperei ao lado da caixa de correio, tesouras que arrancaram partes do meu cabelo, chaves que nem lembro o que abrem, desejos de um mundo melhor, dados que ganhei nos melhores jogos que participei, fotos que retratam 20 anos, fichas de guitar hero e afins, envelopes coloridos de uma carta que nunca enviei, promessas feitas para o espelho no meio da madrugada, apontadores assoprados num momento de desespero, cd's de toda uma diversidade musical, álbums de fotos bonitas e que devem ser esquecidas, laços de amizade, amor.... Já essa caixa se manterá com a tampa aberta, não tenho motivos para fechá-la.
quinta-feira, setembro 10, 2009
Make me feel
Liberdade? Extroversão? Felicidade? Amor? Preenchimento?...
Cada um traz consigo uma essência, um leve aroma que é encantador... Mas qual será o que realmente minha alma anseia? Será uma batida com muito gelo de todas as sensações que busco? Vivo momento após momento em busca de uma pequena palavra que corresponda a pelo menos uma das minhas dúvidas que parecem não sair do lugar... Enquanto carrego nos bolsos do meu jeans todas as respostas anotadas em pequenos pedaços de papel amassado e dobrado em quatro...
Me lembro dos dias em que pulava de um lado para o outro e no meio de uma diversão corriqueira da infância, o mundo tinha todas as respostas que eu precisava. Hoje após segundos, minutos e horas buscando, nada consigo encontrar. Quando abro os olhos pela manhã... Lá estão! Respostas... Estico os braços rapidamente para alcança-las... Tarde demais, minhas mãos ficam estendidas no ar. Para onde foram? Eu consegui recolher pequenos trechos, rapidamente os anoto em papéis que farão companhia aos já deteriorados pelo jeans usado. E mais alguns dias se passarão e as novas respostas se tornarão antigas e mais e mais vezes me depararei com meus braços estendidos à minha frente. Até quando buscarei algo que só existe na minha imaginação? Rá. Ao pronunciar tais palavras fora do meu consciênte já pude perceber que as coisas que eu buscava e que apenas viviam em minha imaginação já se esvairam por ai... Hoje mantenho as questões com enunciados reias. Vivo e respiro as dores do mundo. Cresço e conheço os trechos que viram papéis do jeans e em seguida parte dos meus arquivos da memória.
Hoje eu só quero encostar a cabeça no travesseiro e obter novas respostas... E amanhã? Amanhã meu jeans terá novos papéis para hospedar.
terça-feira, setembro 08, 2009
Freedom
Liberdade. Arrepio; choque; alívio; ânimo; desespero.Difícil esquadrinhar a reação da tal sonhada liberdade.
Complicado entender cada uma de suas letras, cada uma de suas sílabas, todo o seu significado.
Desesperador tentar imaginar o poder da liberdade.
Primeiro desejo, último entendimento alcançado.
O que é ser livre? É poder ir e vir? É tomar decisões acerca de horários, companhias e bebidas?
Ser livre é mandar no próprio nariz e não precisar ouvir 'não' de ninguém?
Ser livre acarreta somente a conquistas dos desejos tão almejados?.. Ser livre acarreta também a conquista de problemas, responsabilidades e dívidas.
Boa parte da nossa destruíção e das dores do mundo são fruto de pessoas completamente livres e "conscientes" de seus atos. Será que realmente estamos preparados para usufruir de total liberdade? Liberdade é estado, é característica ou é droga tóxica?
Quanto mais usamos de liberdade, menos nos satisfazemos... Quanto mais nos privamos, mais enlouquecemos. Qual a medida exata então? Dois dedos e muito gelo? Ou uma dose com limão e sal? Seja qual for, experimente.
Viva, grite, corra, seja livre, nem que seja só agora, nem que seja só sobre o travesseiro.
Respire, use e abuse de liberdade, mas só a leve para fora de seu quarto se souber dosá-la, se souber a hora de ser livre, se souber o que é ser livre.
terça-feira, agosto 04, 2009
Atemporal
Eu sempre me achei fora do tempo, à frente do tempo, às vezes atrasada no tempo.
Via as coisas acontecerem e não conseguia acompanhar...
Muitas outras vezes eu estava fazendo algo acontecer, mas era a vida não conseguia me acompanhar...
Questionei-me e não conseguia entender essa questão tempo.
Criava e recriava explicações que suprissem essa questão dentro de mim...
Tentava ser mais uma menina da minha idade, mas não conseguia me colocar nos contextos.
Buscava resultados em situações que não tinham nem ao menos enunciado...
Vivia a época dos anos dourados e logo em seguida estava na era espacial.
Nem eu conseguia me acompanhar.
Isso me martirizou durante todo o percurso disso que denominam vida...
Li livros aos 14 anos que pessoas de 30 nem sonham existir...
Entendi as leis do universo, não as que aprendemos na escola, as que aprendemos na vida.
Criei objetivos e os realizei antes mesmo de conseguir entendê-los.
Escrevi poesia denominada como muito profunda para uma criança da minha idade, foi ai que percebi que precisava me ajustar, precisava viver a vida no tempo normal...
Viver a vida no tempo pre-determinado...
Até que cheguei a conclusão de que sou atemporal e só.
O tempo para mim simplesmente não existe...
Pouco a pouco eu vou descobrindo tudo que gosto e que não gosto e vou montando o meu tempo.
terça-feira, julho 28, 2009
28/07/2009
Vejo as luzes da cidade se transformarem em borrões no meio da noite.
Vejo as pessoas passando pela rua alheia aos problemas do mundo, perdidas em seus próprios devaneios.
Vejo pessoas pronunciarem frases com poderes auto-destrutivos sem se darem conta.
Vejo os seus olhos se fechando lentamente enquanto me fitam.
É estranho olhar ao redor, ver tanto caos e ainda assim conseguir sorrir.
Sorrisos vazios, sorrisos cobertos de armadilhas. Sorrisos inocentes.
Olho meus olhares, respiro meus ares, sinto meu perfume, grito minha voz.
Corro ao redor do mundo e não saio do lugar. Fantasio os sete mundos em um segundo.
Durmo e acordo sem sonhar. Vivo sem planejar.
Sou sem perceber.
quinta-feira, julho 23, 2009
Viva você.
É impressionante isso que chamamos de humor, de sentimento, tudo isso que cerca nosso corpo em forma de energia, toda a negatividade ou positividade.
É incrível você conseguir, no mesmo dia, acordar da pior maneira possível e ir dormir com o sorriso oi-sou-a-pessoa-mais-feliz-do-mundo no rosto.
É difícil descrever emoções, sensações e percepções. É complicado se ver de fora. Exteriorização. Será que todos estamos preparados para encará-la? Assim, o que somos, na verdade nua e crua?
Seja como for, seja o melhor que você possa ser. Mas pense. Seja você, mas seja você preservando o você.
Viva você na terceira pessoa de vez em quando, se permita. Corra, brinque, dance, sorria, chore, se for preciso, mas viva. Viva você na primeira pessoa do plural, ame todo o amor dentro de você. Mas ame principalmente a primeira pessoa do singular. Você é o seu agente, preserve-se.
segunda-feira, julho 20, 2009
Recomeçar
Recomeçar.
Mais um dia, mais um engarrafamento de segunda-feira, mais uma série de bom-dias, mais um blog.
Não sei quando e nem porquê, simplesmente comecei a escrever.
Penso e vivo letras, respiro palavras. Transformo os momentos em poesia.
De repente, quando menos se esperava, me voltou essa vontade de compartilhar, de viver e escrever. Escrever é viver.
Vivo ao lado de um bloquinho de papel, ao menor insight já me pego correndo contra o tempo para registrar cada palavra. Muitas se vão, muitas se transformam. As palavras do coração não saem daqui.
Mais uma noite de segunda-feira, mais um dia que eu queria que não terminasse, mais um dia que eu desejei não ter vivido.
Enfim, mais um dia de palavras, prosa e poesia.
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