Páginas

Mostrando postagens com marcador ego. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ego. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, julho 05, 2010

Resposta ao Poema Teu

Morro dentro de cada segundo que me faz lembrar do sol que nasce por detrás dos prédios.

Morro junto a ti cada vez que morres por mim, morre dentro de mim num rio.

[Morro sim]

Eternizaria a noite após o sol que se defez em linha no horizonte. Contigo ao lado.

Refazendo cada passo apressado, em sintonia aos teus pés, em paralelo aos grafites de cores desbotadas

Com os poemas desenhados em cores mais vivas do que qualquer aquarela

[Mais cenários urbanos e risadas sem limite]
 
Revivendo num ciclo sem fim as migalhas sobre a mesa, as roupas sobre o chão. Você em mim.

A declaração de amor, talvez mais vivida do que falada, em gestos de intimidade, em abraços pela madrugada.

Eu te buscando cada vez que te sentia escorrer de meus braços, repetindo nossos enlaços 

[Faria da minha vida as reticências daquela noite que se iniciara num traço laranja real-artificial...]

Viveria ali, naquela noite sem desfecho. Viveria por ti, naqueles corredores sem qualquer pré-história.

Continuaria a escrever por cada parte daquele assoalho a nossa história. Continuaria sim.

Sussurraria em teu ouvido sob notas desafinadas da minha voz as possibilidades que emergem

E no final do tempo, já drasticamente calculado, desfavorável aos desejos,

Surge novamente o laranja-avermelhado, por trás das construções cinzas, desconhecidas

Entre cores e sombras que nos cobrem, eu me perco nos teus verdes campos, no meu-teu sol particular

Eu me perderia dentro de cada palavra ensaiada e me colocaria a reticenciar o mesmo "Eu te amo"



segunda-feira, junho 28, 2010

sonho-real-sonho

Que saudade das ruas que o Quintana descreveu
Ruas encantadas, que nem sonhos sonharam

Que saudade das mãos que me aqueciam
Do abraço que me fazia sentir em casa,
Dos caminhos que seus pés percorriam
Os mesmos caminhos que eu seguia.

Que saudade do vento gelado que cortava o calor
Mas que fazia crescer o nosso ardor.
Que saudade das risadas que ficaram nas fotografias
Meus olhos através dos olhos teus
Minhas lâminas enfim cortando distâncias,
Cortando os obstáculos para repousar nos teus verdes campos

Além da saudade, repousam teus beijos por meu corpo
Hipnotizam-me a lembrança dos verdes teus
Ficaram tuas marcas em mim, como memória viva
Adormece comigo todas as noites o teu cheiro
Tua respiração se misturando à minha,
Sua mão se perdendo entre meus dedos.. Inquietos
Tuas palavras ecoando em meus ouvidos,
Como a música mais pedida da estação.

domingo, dezembro 06, 2009

Cíclica estação

Mais uma estação nasce,
Mais uma primavera chega,
E os anos passam, as desventuras se desfazem.
Principalmente os amores permanecem
Cíclico e inconstante, um dueto de ontem e hoje
Os anos passarão, mas a essência permanecerá
No próximo amanhecer da estação,
Mais um ano se dará,
Mais um sol resplandecerá
A juventude um dia acabará,
Mas a alegria e amor que emanam,
Essa dupla nunca disseminará
Hoje te dedico o som e o sol
Amanhã você conquistará o mar
E na próxima chegada dessa mesma estação
Cada partícula da memória bailará

~*

Parabéns ao meu leitor e amigo Vinícius =D

quinta-feira, novembro 26, 2009

Salada de Emoções

Juntar tudo numa só mistura
Ser diferente vez ou outra
E ser nutritivo outra vez
Pegar toda e qualquer história
E fazer dela a história da vez
Unir substâncias distintas
Em busca de novas fantasias

Misturar o belo e o incrédulo
Ser utopia e pôr-do-sol
Um dia sob a face do poeta
E no outro de um girassol
Coexistir sempre na face do amante
Livre pra cantar e delirar

Fazer do eterno o logo ali
Batucar cada gota que cai do céu
Preparar um suco de emoções
Ser ontem e amanhã
Antes e daqui a pouco
Viver a imaginação
Sempre nessa Salada livre


~*

Visitem: http://saladalivre.blogspot.com/

terça-feira, novembro 17, 2009

Auto-Pessoa em 3° Retrato

E é bom, de vez em quando, mudar um pouco o que já é óbvio, talvez nem chegue a ser utópico, mas será assim, diferente:

愛  .   友情   .  バランス  .  尊重   .  愛 . 友情  .  バランス . 尊重 .  愛 . 友情  .  バランス  .  尊重


Carioca com os dois pés no Sul. Samba na cabeça, objetivos nos pés e papel e lápis na mão. Ariana com ascendente em escorpião. Fã de antíteses, também de (grandes) tatuagens, por enquanto tem uma no corpo, enquanto que nas idéias... Amante marota de literatura, todas que ousarem existir! Atemporal nos pensamentos; atemporal nas playlists. Estudante de Psicologia; psicóloga inata; concorda com Freud e concorda com Skinner; ama Psicanálise e ama Psicologia Transpessoal. Multivida de segunda a sexta, umas 30:47h/dia, de quebra aos sábados, domingos e feriados. Possui conceitos abstratos acerca do concreto. Fanática por futebol. Vocabulário estranho e "ultrapassado". 20 anos cronológicos; sabe lá Deus quantos mentais. Há quem tache de extrovertida, prefiro acreditar que seja equilibrada (não mentalmente falando). Poeta de chuveiro, porque cantora... Está longe! Adora travesseiros, mas nem tanto dormir. Fotógrafa amadora, amadora de cerejeiras. Irônica de norte a sul. Adora duetos de sal e doce, frio e quente, domingo e segunda. Procura nos livros o que não encontrou nem no universo. Salpica palavras em busca de melodia. Chocólatra nada anônima. Prefere qualquer líquido à refrigerante e não troca nenhum por chá. Escuta Los Hermanos até quando dorme, mas não deixa de lado outras jóias. Aventureira e preocupada apenas com a quantidade de adrenalidade da fórmula, se for pouca, nem pensar! Descobre uma nova característica a cada letra pensada, descobre uma nova paixão a cada verso recitado, afirma seu amor sempre que fecha os olhos e encontra os de seu protagonista. Acredita que todo humano tem um lado meio assim, poeta. E todo poeta ainda guarda um pouco de seu lado humano.

terça-feira, agosto 04, 2009

Atemporal

Eu sempre me achei fora do tempo, à frente do tempo, às vezes atrasada no tempo.
Via as coisas acontecerem e não conseguia acompanhar...
Muitas outras vezes eu estava fazendo algo acontecer, mas era a vida não conseguia me acompanhar...

Questionei-me e não conseguia entender essa questão tempo.
Criava e recriava explicações que suprissem essa questão dentro de mim...
Tentava ser mais uma menina da minha idade, mas não conseguia me colocar nos contextos.
Buscava resultados em situações que não tinham nem ao menos enunciado...
Vivia a época dos anos dourados e logo em seguida estava na era espacial.
Nem eu conseguia me acompanhar.
Isso me martirizou durante todo o percurso disso que denominam vida...

Li livros aos 14 anos que pessoas de 30 nem sonham existir...
Entendi as leis do universo, não as que aprendemos na escola, as que aprendemos na vida.
Criei objetivos e os realizei antes mesmo de conseguir entendê-los.
Escrevi poesia denominada como muito profunda para uma criança da minha idade, foi ai que percebi que precisava me ajustar, precisava viver a vida no tempo normal...
Viver a vida no tempo pre-determinado...

Até que cheguei a conclusão de que sou atemporal e só.
O tempo para mim simplesmente não existe...
Pouco a pouco eu vou descobrindo tudo que gosto e que não gosto e vou montando o meu tempo.