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quarta-feira, maio 12, 2010

Parágrafos...

E só de pensar o coração parava. Parava sim, senhor! Era tomado por uma força tão intrigantemente amistosa e desesperadora que criava uma antítese... Dessas que dá gosto de desvendar, de se afundar, recriar. Viver enquanto se sonha... A mais bela harmonia faz coro aos meus desejos antes de dormir... E todas as vezes que eu fecho os olhos, é você que me vem, doce e intrigante, como aquela tarde em que planejamos a eternidade, aquele momento em que o que era tão improvável passara a ser minha realidade. E o que será daqui a duas horas eu já nem sei mais... Vivo do aroma que se instalara em mim, daquela voz se declarando, estarrecido com a discrepância que a vida forma, que a vida nos toma. Mas não te vejo partir, te vejo chegar para o almoço como em todos os dias, com meu semblante de saudade no aguardo, com meus mistérios prontos para serem revelados, um a um, lentamente, discretamente... Irrevogavelmente.

Faça-se mar do que outrora fora apenas gargalhadas em meio a olhos marejados, marejados dessa alegria que me toma e eu nem sei explicar de onde vem, como se transmuta e me envolve, me faz som, me faz estação. E os desacordos de ainda pouco vão além, somem, se perdem em meio a um vendaval de novas sensações, futuras percepções. E no momento que você me tocou, eu soube, soube sim, soube imediatamente... E esse imediato nos indica o epicentro, drasticamente mágico. E enquanto eu desenho esses passos recém-estruturados eu me deparo com o céu, me deparo com as cores e até mesmo alguns sabores, como o da sua boca que me chama e me espera... Como o sabor do seu abraço, que me envolve, que me reintegra e me faz querer mais, me faz querer cada parte de você para mim, em mim. Me faz querer continuar a escrever os parágrafos dessa história que promete não ter fim.

sábado, maio 08, 2010

sobre sonhos e utopias

Quisera eu poder transformar em óbvio o que sempre fora utópico... Pudera eu tornar meu Rio afluente do teu Rio, assim, unidos, apenas um, desejando a cada sorriso deixado sobre a mesa, um sorriso desprendido em meu olhar. Chego e sussurro em seu ouvido os planos que tenho para o dia que o sonho se tornar uma praça bonita e florida, como a primavera... Como os seus olhos que me vêem singela, como o grito que meu batimento reprime.. Mas que reverbera por cada milímetro meu. E no momento em que o coração apertar e a razão gritar no ouvido; me fizer acordar, que seja para adiantar o tempo do sonho ser uma lembrança, que trará mais saudade... Que fará do meu príncipe personagem real; Figura surreal. Com todos as eiras e beiras de um menino que ama, menino errante de coração pulsante.

E quando o utópico fizer esquecer a possibilidade do óbvio, só lembre da minha voz ao telefone, meio falha, meio aliviada enquanto você guiava por novos caminhos e deliberadamente parou para me acompanhar no meu sonho viajante... Meu sonho que viaja para te encontrar, que te busca em cada trecho, cada música que toca através destas notas em ondas sonoras, ondas de sentimento e euforia... E eu, essa menina que busca o verde que completa meu olhar cortante, seu olhar que se aperta quando vê o sol, eu só te digo, sonho: Você deixou de ser apenas parágrafo para virar história e essa história, quem assina sou eu... E eu te faço me encontrar, te faço me tocar e me viver, me percorrer, me buscar... Vem, corre... A luz dos meus olhos espera pelos teus.

quarta-feira, maio 05, 2010

Apenas o tempo

E tão somente os dias poderiam vir trazer palavras como aquelas,
Apenas os sorrisos, ainda não revelados, poderiam aumentar sua magia
Através de cada semana, mês ou tempo enfim, chegaria uma nova descoberta
E tentar prever  era uma faca de dois gumes, poderia destruir e poderia enobrecer
E cada música sussurrada lembrava aquele momento
Aquele, em que você era eu e eu passei a ser você.
E nesse groove passamos a sorrir numa calorosa música não ensaiada
E era a dança que levava meus pés, que já nem sabiam mais por onde andar
Que não sabiam mais o que querer, o que desejar, eles queriam ir em frente
E deixar amar... Deixar sentir, deixar viver... E deixar o tempo vir e dizer.
E era o tempo e nada mais, apenas o tempo

sábado, maio 01, 2010

Microconto #6




E quando pensava que aquilo era o que mais queria,
Aparecia algo mais misterioso e intrigante...
O que outrora fora mágico, passara a ser apenas pretério. Imperfeito.