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terça-feira, setembro 22, 2009

Nem 8, nem 80.

Hoje foi um dia de casos e acasos, de eiras e beiras...
Despertei antes dos meus olhos se abrirem... O ar chegou aos meus pulmões antes que eu respirasse... Você apareceu na minha frente antes que eu pudesse dizer 'oi'.
Antes mesmo que o sol desse tchau, minha lágrima secou. Antes mesmo que eu pudesse percebê-la, você já tinha voltado.
Agora estou aqui, com meu 8° copo de café do dia, escrevendo palavras com minha respiração...
Procurando razão nos trechos da emoção... Vivendo um rabisco que não tem explicação. Procuro olhares e encontro sorrisos... Desespero-me por sorrisos e encontro pegadas na areia.
Mais um fim de tarde com meu caderno manchado de café, mais uma noite que repete várias cenas de um filme romântico. Mais e mais lembranças que eu insisto em apagar.
Hoje resolvi dar "OIs" que haviam se tornado "Adeus"... Hoje resolvi voltar a ter o que me move, hoje resolvi fazer a montanha vir até mim. Resolvi pular de pára-quedas sem sair do meu sofá. Hoje eu só quero cantar e gritar... Me divertir e exclamar. Amanhã eu canto e interrogo.
Resolvi ser 'eu' em poucas palavras, resolvi me resumir em 'não' e 'sim'. E nesse fim de tarde, eu quero ter um amanhecer! Minhas noites frias ficaram na caixa enterrada no quintal... Hoje e amanhã eu quero fazer viver. Quero fazer sorrir, seja eu ou você.

E hoje não foi nem 8 e nem 80. Hoje foi mais um dia de eu, hoje foi mais um dia de você.



Um beijo na testa. ;*

sábado, setembro 12, 2009

Guardar tudo numa caixa...

Hoje eu resolvi guardar tudo numa caixa. Pegar tudo que tenta me fazer mal e deixar lá dentro até ser esquecido, peguei a energia negativa que emana do mundo, joguei sem nem menos pensar que poderia ir alguma princípio de energia positiva. Fui pegando todas as pendências e lá deixei... Uma vida pendente é uma vida que anda para trás. Deixei também as lágrimas que estavam soldadas no meu coração, pouco a pouco fui conseguindo desobstruir o caminho. Agora o meu coração está limpo de mágoas. Inclusive deixei todas as tristezas que me derrubaram durante um tempo. Agora a cabeça está erguida pra valer.

Essa caixa eu enterrei no quintal, embaixo daquela antiga cerejeira, onde tantas e tantas vezes me sentei para sentir a brisa tocar meu rosto enquanto alguém cantava uma canção baixinha em meu ouvido. Busquei cada uma dessas lembranças e após filtrá-las, enterrei junto as que me traziam momentos de desamparo.


Após retornar para meu closet de lembranças e sentimentos, pude passar a organizar a minha caixa vigente, a caixa onde ficarão as coisas que eu quero e que me arrancam singelos ou escancarados sorrisos. Guardei flores secas pelo tempo, sorriros tímidos por frases inesperadas, gargalhadas arrancadas no meio de uma conversa casual, bilhetinhos de correio-secreto, canetas brilhosas que outrora escreveram cartões, fotos de lugares e momentos eternos, papéis amassados de viagens de ônibus, livros que se tornaram parte de mim, tickets de mil e uma coisas, perfumes cujos aromas não se esquecem, sonhos que transformam e modificam meu futuro, surpresas que poderiam se repetir eternamente, baralhos das noites em claro sem nada para fazer, lápis de cor com os quais pintei os sete mares, clips que prendem minhas lembranças, alfinentes segurando partes customizadas de roupas, cartas de namoradinhos do primário, cartas de amigos distantes, lenços que secaram lágrimas, anéis que significaram toda uma vida, botões que se soltaram, acessórios de toda uma surpresa montada em dias, doces de halloween, documentos falsificados para as noitadas antes dos 18, ímãs que pregavam fotos nos porta-retratos, passagens de erros e acertos, sabonetes colecionados ao longo de estadias e moradas, elásticos separadores de momentos, adesivos coloridos que retraram meu humor, remédios que me acompanham por toda a vida, batons vermelhos que me fazem mudar de órbita, óculos retrô que me leva para a época do blues, flyers que nunca serão usados, selos de correspondências que esperei ao lado da caixa de correio, tesouras que arrancaram partes do meu cabelo, chaves que nem lembro o que abrem, desejos de um mundo melhor, dados que ganhei nos melhores jogos que participei, fotos que retratam 20 anos, fichas de guitar hero e afins, envelopes coloridos de uma carta que nunca enviei, promessas feitas para o espelho no meio da madrugada, apontadores assoprados num momento de desespero, cd's de toda uma diversidade musical, álbums de fotos bonitas e que devem ser esquecidas, laços de amizade, amor....


Já essa caixa se manterá com a tampa aberta, não tenho motivos para fechá-la.

quinta-feira, setembro 10, 2009

Make me feel

Make me feel... Uso e desuso essa frase, respiro e vivencio cada uma de suas letras, cada um de seus sentidos. Sentir... O que busco? Qual a sensação que tanto rodeio meu ser para alcançar?
Liberdade? Extroversão? Felicidade? Amor? Preenchimento?...
Cada um traz consigo uma essência, um leve aroma que é encantador... Mas qual será o que realmente minha alma anseia? Será uma batida com muito gelo de todas as sensações que busco? Vivo momento após momento em busca de uma pequena palavra que corresponda a pelo menos uma das minhas dúvidas que parecem não sair do lugar... Enquanto carrego nos bolsos do meu jeans todas as respostas anotadas em pequenos pedaços de papel amassado e dobrado em quatro...
Me lembro dos dias em que pulava de um lado para o outro e no meio de uma diversão corriqueira da infância, o mundo tinha todas as respostas que eu precisava. Hoje após segundos, minutos e horas buscando, nada consigo encontrar. Quando abro os olhos pela manhã... Lá estão! Respostas... Estico os braços rapidamente para alcança-las... Tarde demais, minhas mãos ficam estendidas no ar. Para onde foram? Eu consegui recolher pequenos trechos, rapidamente os anoto em papéis que farão companhia aos já deteriorados pelo jeans usado. E mais alguns dias se passarão e as novas respostas se tornarão antigas e mais e mais vezes me depararei com meus braços estendidos à minha frente. Até quando buscarei algo que só existe na minha imaginação? Rá. Ao pronunciar tais palavras fora do meu consciênte já pude perceber que as coisas que eu buscava e que apenas viviam em minha imaginação já se esvairam por ai... Hoje mantenho as questões com enunciados reias. Vivo e respiro as dores do mundo. Cresço e conheço os trechos que viram papéis do jeans e em seguida parte dos meus arquivos da memória.

Hoje eu só quero encostar a cabeça no travesseiro e obter novas respostas... E amanhã? Amanhã meu jeans terá novos papéis para hospedar.

terça-feira, setembro 08, 2009

Freedom


Liberdade. Arrepio; choque; alívio; ânimo; desespero.
Difícil esquadrinhar a reação da tal sonhada liberdade.
Complicado entender cada uma de suas letras, cada uma de suas sílabas, todo o seu significado.
Desesperador tentar imaginar o poder da liberdade.
Primeiro desejo, último entendimento alcançado.
O que é ser livre? É poder ir e vir? É tomar decisões acerca de horários, companhias e bebidas?
Ser livre é mandar no próprio nariz e não precisar ouvir 'não' de ninguém?
Ser livre acarreta somente a conquistas dos desejos tão almejados?.. Ser livre acarreta também a conquista de problemas, responsabilidades e dívidas.
Boa parte da nossa destruíção e das dores do mundo são fruto de pessoas completamente livres e "conscientes" de seus atos. Será que realmente estamos preparados para usufruir de total liberdade? Liberdade é estado, é característica ou é droga tóxica?
Quanto mais usamos de liberdade, menos nos satisfazemos... Quanto mais nos privamos, mais enlouquecemos. Qual a medida exata então? Dois dedos e muito gelo? Ou uma dose com limão e sal? Seja qual for, experimente.
Viva, grite, corra, seja livre, nem que seja só agora, nem que seja só sobre o travesseiro.
Respire, use e abuse de liberdade, mas só a leve para fora de seu quarto se souber dosá-la, se souber a hora de ser livre, se souber o que é ser livre.