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quarta-feira, julho 21, 2010

Dueto #3

~ Sur Real

U • Em qual capítulo estou do meu livro?
N • Em qual página foi que eu te perdi entre os meus personagens?
U • Ou será que está uns cinco, seis, sete capítulos à frente?
N • Pode ser neste parágrafo, pode ser no epílogo… Onde você se escondeu?
U • Não sabes a falta que faz mesmo eu sabendo que ainda não te encontrei
N • Mesmo te tendo entre cenas que eu mesmo desconheço…
U • Futuros Dejavus, presentes desejos passados entre as veias
N • Predominando o desejo de te ter entre as minhas veias, saciando meu anseio
U • Percorrendo meu corpo como um veloz carro de Fórmula 1
N • Desviando em minhas curvas, como um motorista desgovernado
U • Só tenha cuidado pra não explodir em meu coração
N • E, não tenha como desviar, que venha intenso, venha no timbre que minha canção te entoa..
U • Segue afinado no meu Lá Dó, chega em Mi que já já vem Sol e chegaremos Sí e juntos.
N • Bailando entre cada um dos versos que só tuas notas conseguem compor…
U • Fazendo o fundo musical de um cenário que só eu vejo
N • Que apesar de invisível, torna-se totalmente concreto se vc faz morada
U • Então quando me encontrará entre os classificados?
N • Entre aquelas letras ora miúdas, ora gigantes, como tua presença real
U • Dizem que sou louco por venerar-te assim, sem nem saber a cor de teus olhos, seu tipo de cabelo, seu dia preferido da semana
N • Sem sequer um dia ter sentido teu abraço me tomar, sem sentir teu beijo me percorrer… Sem jamais ter falado contigo fora dos sonhos
U • Será que o encanto acaba quando vier?
N • Será que tu continua, se o encanto aumentar?
U • Me verá dentro do seu amanhã?
N • Fará do meu boa-noite o seu café-da-manhã?
U • Serei eu espelhado na sua xícara de café?
N • Farei da fumaça que foge do café os risos que espalharemos pelo cômodo?
U • Ela podia desenhar a data de quando você chegará
N • Ele mal conseguia esperar pelo dia em que seus versos seriam sussurrados em teu ouvido
U • Como despertador, como canção de ninar
N • Como o verbo que traduz o amor e me faz te chamar…
U • Vambora!
N • Vamos sair desse lugar, vamos ver o sol se pôr aquém… Vamos deixá-lo nascer além…
U • E os braços do tempo vão parar no instante em que encontrarmos nosso lugar
N • Tuas pernas entrelaçadas às minhas, sem nem sabermos em qual esquina parar
U • Minha câmera cerebral filmando todos os passos dos nossos lábios
N • Desmemoriando tudo que vivi até agora, para registrar cada centímetro de tua boca
U • Meu último primeiro beijo, minha última primeira noite de amor, meu último mundo, último tudo!!!
N • Meu último dia de espera, que será o primeiro da minha vida… Em ti.



~*

E nesse dueto, quem fez as honras foi o Uole - autor do blog A Casa na Árvore #VISITEM! 
A mim restam agradecimentos pela parceria e parabéns pela maestria no uso das palavras!

[Fica o convite para quem mais quiser/tiver interesse/curiosidade/etc de dividir comigo letras numa prosa ou poesia! #beijobeijo]

quinta-feira, julho 08, 2010

Dueto #2

P: Entre o silêncio dessas paredes brancas...

N: Entre as brancas formas que se instalam nesse brando silêncio...

P: Eu me peguei escutando suas gargalhadas e vislumbrando o brilho do teu olhar

N: Enquanto desenhava as lembranças de um sonho que se dissipou em uma fria manhã

P: Quando você me disse adeus pra nunca mais voltar...

N: Fazendo de todo o encanto meros rastros de artifício

P: E por mais que tente me esquecer de tuas cores e formas, o destino me leva até você

N: Fazendo com que meus pés fluam ininterruptamente até os teus, como se teu rio fosse afluente do meu rio.

P: Como se o meu respirar dependesse de ti, como se meu viver dependesse de te ver sorrir...

N: E como se a cada noite sem te ter aqui, meu castelo de cartas fosse caindo... Ás após ás

P: E em meio a este turbilhão de pensamentos e sonhos, a única coisa que se mantém é a sua gargalhada... Repleta das cores que tenho querido não ver

N: Fazendo minha paleta ter os tons mais singelos, constratando com os meus atos mais marotos... Que eu reinvento a cada toque, ainda que tais toques agora se limitem a minhas recordações

P: E em meio a tantas vontades e desejos, eu me pergunto:

N: Que sonho é este em que você reinventa meus desejos, meus anseios?

P: Como pode, o simples fato de ver suas nuances nas minhas alvas paredes, me levarem a não ver mais nada neste mundo além do meu desejo de te ter perto de mim?

N: Reverberando aquelas palavras sussurradas no meu ouvido, logo após ter arrepiado-me a nuca... Intensificando o desejo de ter perto de mim, em mim... Para mim.

P: Comigo pra sempre, no meu branco-alvo quarto vazio. Frio. Silêncioso. Mas tenho certeza que se você estivesse aqui, todos os fantasmas da tuas gargalhadas não divididas comigo desapareceriam... Se ao menos soubesse que ainda pensas em mim, prometeria ser tua, toda tua... Inexoravelmente tua...

N: Desfazendo todos os enlaces das madrugadas de solidão que me levaram a estar acompanhadamente-só. Relembraria as tardes de verão em que o sol era apenas figurante, pois teus olhos verde-intensos me levavam para um mundo que era imensurávelmente distante de toda e qualquer lágrima que hoje é protagonista da minha vida.

P: Seria nós dois. Seríamos um. E isso, bastaria.

~ *

Segundo dueto que publico aqui e com muita honra que mais uma vez dividi versos com a Pri (autora do blog Estúpido Grito). Deixo o convite para quem quiser seguir o exemplo e me convocar para duetos, vou com todo o gosto! rs =) #beijosbeijos

sexta-feira, junho 04, 2010

Dueto #1




P: Estava procurando pela felicidade quando percebi que...

N: Que dentro de cada um de meus versos continha um todo de você..

P: Percebi também que a cada molécula de ar que entrava em meus pulmões me traziam você; um choque de cores no pulsar das minhas emoções

N: E enquanto te trazia para dentro de mim em rajadas de suspiros, te expulsava da forma mais fulgáz através de letra e música

P: Como eu te desejo, meu bem... Como eu te quero só pra mim... É mais forte...

N: Que toda as versões de sonho que um dia eu poderia narrar, mais intenso que cada partícula que há.

P: E, perceber sua ausência é insípido demais... é uma paleta de cores em tons de cinza

N: Tão monocromáticos quanto aquela lembraça de um dia que não era eu ao teu lado

P: E por mais que esta dor tente me tirar a razão, eu continuarei por aqui... Sonhando que meus sonhos um dia possam ganhar vida...

N: Cuja vida seja tão inteiramente povoada por momentos em que me perderei entre teus beijos e braços. Abraços e desembaraços.

P: Desejos e vida. sim! muita vida.

 ~ *


De muitos duetos que pretendo trazer/fazer, este é o primeiro que trago.
Devo a honra de ter dividido as palavras desde poema com a Priscilla Nunes - autora do blog Estúpido Grito, que vale mais do que a pena conferir! =) #beijobeijo