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quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Muralha

E após correr e correr e acreditar que de fato estava no caminho certo se deparou com uma muralha. Grande e obscura, que ocultava um brilho tão grande que queria apenas explodir, mas os tijolos não deixavam. Tentou escalar, gritou para ver se sua voz ecoava até o outro lado e tudo parecia ser em vão. Fechou os olhos e tentou cantar a melodia que outrora fora tema de suas poesias, mas tudo ainda parecia tão vago. Acariciou as lembranças, desejando com todo o seu ser que surtisse efeito naquela muralha fria e implacável. Não houve retorno. Descobriu que apenas o tempo seria capaz de ir derrubando as placas que fazia do seu sentimento ainda mais concreto.

2 comentários:

  1. do you wanna be another brick in the wall?

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  2. Tudo é concreto,
    na frente
    ou atrás da muralha.
    Mas é preciso atravessar
    os muros.

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Vivendo o Óbvio Utópico...